quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ausência...

(Pequeno porto nas Calanques de Marseille/França)


Eu sei que vou sofrer
a cada ausência tua eu vou sofrer
mas cada volta tua há de apagar
o que essa tua ausência me causou...
http://www.youtube.com/watch?v=x6ToqVt68sE&feature=player_embedded

Durante muito tempo na minha vida eu não entendi muito bem a profundidade desses versos. Mas acho que hoje, eu entendo bem cada palavra desse refrão da canção consagrada de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Mesmo com variadas atividades que preencham uma agenda lotada. Mesmo durante uma festa animada ou contemplando uma bela paisagem. Muitas (inúmeras) vezes, me pego sentindo a ausência daqueles que amo. Aqui, sinto a ausência dos que estão lá. Lá, sinto a ausência dos que estão aqui. O que fazer com essa ausência que me segue?

Por vezes, não há nada a fazer, apenas seguir. Por vezes, a gente descobre formas de "enganar" a ausência. Uma mensagem. Um e-mail. Um scrap. Uma ligação. Uma longa conversa no skype. Por vezes, esses artifícios nos tornam tão próximos que esquecemos a ausência física. Compartilhamos as alegrias, as dúvidas, as tristezas. Tão próximos, mesmo ausentes fisicamente. Um contato que acalenta a alma, que aquece o coração.

Na verdade, não me preocupo mais com os momentos de sofrimento pela ausência daqueles que amo. Esses momentos são inevitáveis... é parte das nossas emoções e nos dão a certeza de que amamos. Além disso, nunca conseguiremos reunir no mesmo lugar e no mesmo momento, todas as pessoas que amamos. Nos resta conviver com a constante ausência de alguém. C´est la vie! Mas o que eu gosto mesmo nessa canção é a esperança que ela me traz de que "cada volta tua há de apagar, o que essa tua ausência me causou."

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