quinta-feira, 24 de junho de 2010

Gerenciamento de Possibilidades...


O mundo é cheio de possibilidades. Não adianta se lamentar por uma oportunidade perdida. Pensar no "gerenciamento das possibilidades" que a vida oferece, sempre me acalentou em momentos difíceis.

Afinal, nem sempre a gente consegue atingir um objetivo profissional, por mais que se esforce e "faça tudo certo". Por vezes, simplesmente não acontece. Acho que, por isso, sempre tentei vislumbrar múltiplas possibilidades no Brasil, na França, na China... Por que não?! As oportunidades profissionais estão por toda parte, mas "raramente" elas batem na nossa porta. Via de regra, é necessário correr atrás, enviar e-mails, ligar, insistir. Até que, finalmente, um leque de oportunidades se abre diante de nós e podemos escolher uma delas para trilhar.

Já nas possiblidades amorosas, minha análise é diferente. Mesmo cursando um doutorado em administração, sei que não se gerencia as "coisas do coração". O fato é que nem sempre conseguimos conquistar o coração de alguém, talvez porque ninguém conquiste o coração de ninguém. Na minha visão, esse processo é um encantamento mútuo, não adianta forçar, insistir, bater o pé, pressionar... a gente gosta e pronto. Se essa sintonia não ocorre, o melhor é esquecer o sujeito e seguir a vida. Quando a gente menos espera, surge uma nova possibilidade de viver uma paixão. Uma vez apaixonados, todas as outras "possibilidades" perdem o encanto. Nos dispomos a cruzar o mundo, se preciso for, para estar perto do ser amado.

No fundo, minha "teoria de gerenciamento de possibilidades" é simples: o importante é correr atrás dos nossos sonhos, sem esquecer que contratempos e decepções podem surgir no meio do caminho... por outro lado, novos sonhos, novos planos, novas possibilidades também surgirão. A vida seguirá com mais encanto, desde que sigamos encantados pela vida.
 
Traduzir-se >>> Ferreira Gullar

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Deixando pra depois...

Uma taça no fim do Túnel (outubro/2008)

Entre um café expresso e o jogo da França e Uruguai, eu conversava com um amigo sobre as minhas dificuldades em me concentrar "apenas" na tese. Diante da confissão dos meus anseios, ele me contou a sua experiência nesse processo.
- Pois é, eu te entendo bem. Eu deixei as atividades do doutorado pra "depois" e o "depois" nunca chegou... Sempre havia uma aula para preparar, meus filhos pequenos, o emprego que consegui logo que voltei dos Estados Unidos e o tempo passou... Acabei perdendo os prazos e um doutorado no exterior, depois de três anos morando fora e com alguns capítulos já redigidos.
Ele havia começado um doutorado nos Estados Unidos, no último ano decidiu voltar para o Brasil para escrever a tese. De volta ao país, foi deixando o doutorado pra depois, se perdeu nos prazos e nunca terminou.

Acreditem em mim, no mundo acadêmico isso acontece com mais frequência do que a gente imagina. Não é fácil administrar a "pseudo-liberdade" dos quatro anos de um doutorado. Principalmente nos dois últimos anos, nos quais estamos "livres" das disciplinas, aprovados na qualificação e com o projeto defendido. Somos "quase" doutores, basta coletar os dados e escrever a tese. Surge, então, o risco enorme de "deixar pra depois". E esse risco não correm apenas doutorandos, mestrandos e graduandos também podem sofrer do mesmo mal.

Os passos parecem simples: definir a questão de pesquisa, revisar a literatura, sintetizar e elaborar um modelo, propor um método de pesquisa, coletar e analisar os dados e, finalmente, ESCREVER... A gente sabe o que precisa fazer, mas o difícil é sentar e fazer! Por isso, sigo "viciada" nas minhas listinhas de atividades. Elas são a minha memória, me ajudam a não deixar pra depois aquelas tarefas do doutorado que eu tenho a tendência de adiar (e por vezes, adio).

Enfim, por vezes atrasada, por vezes adiantada, sigo de olho na minha meta pessoal de conclusão do curso... Alguns dias ela me parece "utópica", me estresso nessa busca, mas não posso correr o risco de "deixar pra depois"!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Custo-benefício...

Flores em Berlin (abril de 2009)

O Dia dos Namorados está por toda parte. Nas vitrines, nos outdoors, nos comerciais da TV, até nos spams que invadem nossa caixa de e-mails. Com tantos lembretes, torna-se impossível esquecer essa data comemorativa.

Para quem está solteira, há sempre uma lista de “vantagens” para não se comemorar uma data tão comercial. Afinal, é mais econômico não ter namorado. Você pode economizar no presente e nos acessórios que uma noite especial exige. Além disso, não vai enfrentar a fila nos restaurantes e pode se deliciar com um Malbec assistindo um filme de suspense policial em DVD. Outra opção é reunir um grupo de amigas na mesma condição para discutirem amenidades e talvez nem percebam que dia 12 de junho é Dia dos Namorados. Enfim, estar solteira nesta data pode ter uma boa relação “custo-benefício”. Mas quem se importa?

De fato, ninguém se importa com a relação "custo-benefício" quando o assunto é Dia dos Namorados. Desejamos comprar o melhor presente para o rapaz e todos os acessórios que a noite merece. Preparar uma receita especial devidamente harmonizada com um grande vinho. Escolher uma bela trilha sonora e declarar nossos sentimentos, por vezes velados na rotina do casal. Nada melhor do que dizer e ouvir um “Eu te amo!” na noite do Dia dos Namorados.

Entretanto, essa noite idealizada nem sempre é possível. Ou melhor, não em 12 de junho de 2010. Talvez seja impossível encontrar um namorado em 24 horas ou cruzar milhares de quilômetros de distância diante de uma agenda repleta de compromissos acadêmicos e um saldo bancário limitado. Então, a gente tenta se consolar com o "custo-benefício” de um Dia dos Namorados solitário. Mas no fundo, tudo o que deseja é desafiar a relação de tempo, espaço e "custo-benefício" para passar a noite do dia 12 com o namorado!

domingo, 6 de junho de 2010

O jogo vai começar...

Na espera dos jogos (foto: Fábio Reis)

Nos próximos dias, os olhos do mundo estarão voltados para a África do Sul. Embora eu tente manter os olhos na análise dos dados da minha tese, o clima da Copa é contagiante. Equipes dos cinco continentes estarão na disputa, mas nem todas estarão jogando o mesmo tipo de jogo, nem disputando o mesmo título. Me explico.

Para alguns países "desafiantes", a simples classificação já valeu como um título. Conscientes de suas limitações técnicas, essas equipes vão jogar o melhor que podem, mesmo sabendo o "seu melhor" não as levará à taça. Talvez sejam eliminados na primeira fase, talvez nos surpreendam e cheguem mais longe do que todos estão esperando. Temos ainda as "favoritas". Essas equipes entrarão em campo com um único objetivo - o título de campeão mundial de futebol. Por isso, tentarão colocar em campo toda a habilidade e o talento necessários para alcançar este objetivo. Diante desta pressão elavada, provavelmente algumas dessas grandes equipes nos decepcionarão.

Entre surpresas e decepções, todos aguardam ansiosos a grande final do dia 11 de julho! O Brasil segue favorito e tudo o que podemos fazer é torcer há milhares de quilômetros de distância, mesmo não acreditando nas escolhas do nosso técnico.

O possível desempenho das equipes na Copa, me fez pensar que nós também somos assim.... Por vezes, nós surpreendemos. Por vezes, nós decepcionamos. Em algumas partidas, entramos em campo cheios de disposição e surpreendemos até o mais cético dos torcedores. Em outras, inseguros e sob pressão, corremos o risco de decepcionar até a torcida organizada mais fiel. Desafiante ou favorito? Não importa. O importante é que a bola continue rolando, pois o jogo não pode parar. Quando a gente menos espera, a jogada perfeita dá origem a um gol de placa. Eu não jogo futebol, mas também estou em busca de um título: Doutora em Administração! Torçam por mim... ;-)